segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Existe um abismo
Um vazio profundo
Uma falta de querer e ser queridos
Uma falta de nascer e ter vivido
Um vão, uma lacuna, um espaço
Que falta ser preenchido
Talvez por fé ou por amor
Talvez por ódio ou rancor,
Apenas pelo fato de sentir
de Existir
De cair, e repetir
Mas não adianta, nunca se aprende
Continuamos a errar
A falhar
Continuamos a procurar
O que esteve do nosso lado
Por toda existência
Então se busca pela clemência
um pouco de esperança
um raio de sol
uma luz , que conduz
Que instrui
Que te trás de volta aos trilhos
Deste trem chamado vida
Que nunca para
Que nunca retrai
Que apenas segue
E nunca repele
Qualquer tipo de sensação
ou situação
de união, ou desunião
De um coração
Partido, dilacerado
Que só busca acertar
mas só consegue errar
mas não pode parar
Porque a vida continua
Flutua
então, se situa
Por isso erga-se
Liberte-se
e permita-se.